quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Concreto Aparente


Concreto

O maior diâmetro ou bitola do agregado graúdo precisa ser menor que ¼ da menor dimensão da fôrma. O consumo mínimo de cimento, independente do fator água/cimento ou da resistência necessária, será de 380 kg/m³ de concreto. Na concretagem de peças com seção inferior a 10cm, o abatimento (slump test) terá de ser maior que (10 ± 1) cm e deverá atender às condições específicas. A altura de lançamento do concreto não poderá, de maneira alguma, exceder 2,4m. Quando da paralisação da concretagem por tempo superior ao da pega do cimento, e, portanto, quando houver necessidade de ser criada uma junta de concretagem, terão de ser tomados os seguintes cuidados:

- a superfície superior do concreto exposto precisará ser lavada por meio de jato de água e/ou escova de aço, de modo a ser removida toda a nata de cimento; o agregado graúdo deverá ficar exposto, com aspecto de cocada;
- antes do reinício da concretagem, a superfície será cuidadosamente limpa por meio de jato de água ou de ar comprimido; todos os detritos terão de ser removidos; a superfície exposta necessitará ser mantida encharcada durante pelo menos 6h anteriores ao reinício da concretagem;
- na primeira camada, de cerca de 2cm de altura, a ser concretada sobre a já endurecida, precisa ser empregada argamassa de cimento e areia, preparada com o mesmo fator água/cimento indicado para o concreto; somente após o lançamento dessa primeira camada de argamassa é que poderá ser empregado o concreto normal.


                                Slump Test


Fôrmas

As fôrmas serão executadas com chapas plastificadas de madeira compensada. As juntas deverão ser vedadas (tomadas) de maneira a não haver vazamento da nata. As fôrmas terão de ser pintadas prévia e internamente com desmoldante. É aconselhável empregar espaçadores de argamassa pré-moldada, com arame de amarração, de modo a garantir o afastamento constante entre as duas faces da fôrma. Esses espaçadores deverão ser confeccionados com seção de aproximadamente 3cm x 3cm. A amarração das fôrmas terá de ser feita por meio de aço CA-24 passante em tubos de plástico removíveis, com Ø ⅜”, ou por orifício deixado no espaçador de concreto já mencionado. Os furos nas fôrmas para passagem dos ferros de amarração precisam ser executados em nível e em alinhamento vertical. Os cantos externos (quinas) dos pilares necessitam ser chanfrados, por meio de colocação, no interior das fôrmas, de mata-junta triangular.


                     Chapa Plastificada de Madeira Compensada



                                 Vedação da fôrma para evitar o vazamento da nata

                                 Garantindo o afastamento constante entre as duas faces da fôrma


                                 Mata-junta triangular para execução de quina chanfrada nos pilares


Armadura

O cobrimento deverá ser garantido por meio de espaçadores de argamassa pré-moldada ou de plástico. O cobrimento mínimo nas faces aparentes terá de ser de 2,5cm; conseqüentemente, os estribos terão suas dimensões fixadas em 5cm a menos que as medidas da fôrma.




                                         Espaçadores de plástico


Remoção das Fôrmas

A desforma precisa ser procedida cuidadosamente, de modo a não causar danos ao concreto, em especial nos cantos externos.

                                  Aplicação de desmoldante para facilitar a desforma


Aplicações do Concreto Aparente











Fonte: YAZIGI, Walid. A Técnica de Edificar. 5ª Edição. São Paulo: Pini, 2003. 670 p


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